A origem do município de Quatis encontra-se ligada à de Barra Mansa, município ao qual pertencia, até recentemente, como sede distrital.

Originalmente habitada pelos índios Puris, a região custou muito a ser desbravada, devido à barreira geográfica da Serra do Mar. Em 1724, iniciou-se a abertura de um novo caminho para São Paulo, sem os inconvenientes da travessia marítima até Paraty.  Quatis passou a ser o caminho natural dos bandeirantes, tropeiros e boiadeiros, além daqueles que recebiam concessões de sesmarias e se encaminhavam para as atuais cidades de Volta Redonda e Barra Mansa.

O desbravamento da região veio a tomar impulso, no entanto, no final do século XVIII, coincidindo com o declínio do ouro de Minas Gerais. Foram concedidas inúmeras sesmarias, devido ao incremento do cultivo do café e, na área do atual município, em 1820, há registro de duas importantes fazendas.

A formação do primeiro povoado data de 1832, quando iniciou-se a construção de uma capela em homenagem à Nossa Senhora do Rosário. O fato de o distrito ter se formado ao redor dessa igreja determinou uma cultura particularmente impregnada de manifestações religiosas, o que lhe é peculiar.

Colaboração de Perpétua do Socorro Alves


DISTRITO DE FALCÃO


       As terras do atual distrito de Falcão, a 18 km da sede do município (Quatis), apesar de conhecidas desde a segunda metade do século XVIII, só foram desbravadas nos primeiros anos do século XIX.
       Pertenceram, primitivamente, ao município de Resende, passando, mais tarde, a integrar o distrito de São Joaquim.
       Deve-se sua existência à passagem por suas terras da famosa “estrada de Passa Vinte”, que fazia a comunicação de Barra Mansa com o sul de Minas Gerais. No ponto em que esta estrada, depois de concluída, se entroncava com os caminhos procedentes das freguesias de Resende e de São Joaquim, foram levantadas, em 1865, as primeiras edificações, impostas pelas necessidades do comércio com as tropas e viajantes que por elas transitavam, dando assim origem ao povoado.
       A iniciativa de Francisco de Souza e Almeida, doando, em 1877, um alqueire de terras a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, para a construção de uma capela e distribuição entre aqueles que desejassem edificar as suas moradias, foi um dos fatores que mais concorreu para o seu rápido desenvolvimento. Desta capela não temos notícia.
       O certo é que o Coronel Felicíssimo do Rego Barros, nascido na Província do Rio de Janeiro em 1846, foi um dos fundadores da Freguesia de Falcão. Por sua iniciativa foram construídos o cemitério público local e a capela de São Sebastião. Felicíssimo e Carlota Augusta Machado se casaram em 1871 e moraram em Falcão até 1885, onde ele era lavrador e exerceu cargos públicos de destaque, como: Juiz de Paz, subdelegado, agente de correio. Felicíssimo do Rego Barros era filho de Felicíssimo José Braga e Balbina Zeferina de São José, ambos professores primários em Falcão.
       A presença continuada de tropeiros e viajantes das mais longínquas paragens no povoado e a sua distância da sede do município (na época Barra Mansa) levou os seus moradores a pleitear, ali, a criação de um distrito policial. Tal pretensão somente foi atendida em 30 de outubro de 1885, quando, por deliberação, o Governo da Província criou o distrito policial, com terras desmembradas da freguesia de São Joaquim. Outra deliberação provincial, de 29 de março de 1889, criou em seu território um distrito de paz.
       Contudo, implantada a República, quando da realização da primeira divisão administrativa do Estado do Rio de Janeiro, o distrito de Falcão foi suprimido pelos decretos 1 e 1-A, respectivamente, de 8 de maio e de 3 de junho de 1892, voltando suas terras a integrarem o distrito de São Joaquim.
       Somente em 1919, por força da Lei de 20 de novembro, o distrito foi restabelecido, passando a figurar em todas as divisões administrativas e territoriais do Estado que, então, se lhes seguiram, como distrito componente do município de Barra Mansa.
       Foi a conclusão de um trecho da E.F. Oeste de Minas, em 1915, que estendia a linha tronco, de Barra Mansa até Ribeirão Vermelho (MG), que permitiu o soerguimento do distrito, depois da crise que se seguiu com o término da escravidão negreira.
       As velhas fazendas de café, quase abandonadas, foram adquiridas por migrantes mineiros, procedentes de municípios vizinhos, e transformadas em importantes centros agropastoris, fonte em que se apóia a riqueza do importante distrito de Quatis nos dias atuais.

 


RUA FAUSTINO PINHEIRO


A Rua Faustino Pinheiro é uma das mais importantes do centro da cidade.
       Nela ficam: o Centro Administrativo da Prefeitura, a agência dos Correios, o Cartório Único de Quatis, a Câmara Municipal, o Banco do Brasil, a Casa Lotérica, a Farmácia N. Sra. do Rosário, restaurantes, lojas de roupas, a Prosa & Verso Livraria e, lá no seu final, a famosa Biquinha.  
Quem foi Faustino Pinheiro? Por que nossa rua leva seu nome?
        Faustino Pinheiro, em 05 de março de 1832, juntamente com sua mulher, doou parte das terras que possuía na “Encruzilhada dos Quatis” para a construção de uma capela dedicada à N. Sra. do Rosário, núcleo original de nossa cidade.


DISTRITO DE RIBEIRÃO DE SÃO JOAQUIM



        Sobre a origem do povoado há uma lenda, segundo a qual três irmãos _ Diogo Álvares Pereira, Boaventura Álvares Pereira e Joaquim Álvares Pereira – reunidos, marcaram a hora da saída de casa, e convencionaram que, onde se encontrassem ao meio-dia, seria estabelecida a sede da freguesia. Assim o fizeram, iniciando a construção da capela do Patriarca São Joaquim.
        Historicamente, o distrito deve sua origem a Joaquim José Pereira de Carvalho e sua mulher, Umbelina de Mendonça, que, em 10 de janeiro de 1827, doaram ao Patriarca São Joaquim uma área de terras destinada à construção de uma capela em honra ao referido santo e distribuição àquelas pessoas que nela desejassem levantar suas casas de moradia e de comércio.
        Primitivamente pertencente a Valença, passou para Barra Mansa em 1844, em decorrência da mesma Lei Provincial que também anexou Quatis a este município.
        Enquanto afluíam tropas de Minas Gerais, e de algumas povoações vizinhas, que ali deixavam as cargas em troca de sal – quando não prosseguiam até os portos do mar – a povoação progrediu vertiginosamente, a ponto de se transformar em uma das mais importantes praças comerciais do município de Barra Mansa em fins do século XIX.
        O apogeu do povoado foi provocado pela cafeicultura, que para ali atraiu grandes fazendeiros e senhores de escravos. Diz-se mesmo que a ostentação da população era tão intensa, que o povoado teve, no século XIX e no início do século XX, até um cassino onde as riquezas eram ampliadas ou diluíam-se rapidamente nas mesas de jogo.
        Com a crise que se seguiu à libertação dos escravos, o povoado iniciou sua decadência econômica e social, agravada ainda mais com a construção, no final do século XIX, de um trecho da E.F. Oeste de Minas, cujo traçado cortava as terras da freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Encruzilhada dos Quatis e não as terras do Patriarca São Joaquim.
        Este último empreendimento muito concorreu para o soerguimento de Quatis, atraindo população de diversas regiões vizinhas mas, infelizmente, provocou o declínio daquele distrito, em cujo casario, ainda hoje, podemos encontrar vestígios do fausto que imperava na sociedade dos tempos áureos do café.
        As velhas fazendas de café, falidas ou abandonadas, foram adquiridas pelos migrantes mineiros, procedentes do sul das Gerais e transformadas em importantes centros pecuaristas, principal fonte econômica do distrito.

Colaboração de Perpétua do Socorro Alves

 


 


   
Haras Namahê
Capela N. Sra. do Rosário - Distrito de São Joaquim
 
Casarão - Distrito de São Joaquim
Hotel Fazenda
Bom Retiro
 
   

Igreja do Patriarca
São Joaquim

Casario do Século XIX - Distrito de São Joaquim
 
Hotel Fazenda
Bom Retiro

Cachoeira
Distrito de Falcão

 
   
 Matriz de N. Sra
do Rosário – interior
Feira da Roça
Entrada
 
Biquinha
Centro da cidade
Haras Namahê
 

   
Capela N. Sra. do Rosário - interior, Distrito de São Joaquim
Hotel Fazenda
Bom Retiro
 
Pousada Pôr do Sol

Pousada Canto
Pequeno